Instalação Kinetic Rain – ART+COM

Design

Para a renovação do maior aeroporto de Singapura, o Changi Airport, o coletivo de design alemão ART+COM foi convidado a criar uma obra de arte marcante para o hall de embarque. Inspirada na chuva, a instalação “Kinetic Rain”, de grandes proporções, impressiona pela fluidez e precisão de seus movimentos, que promovem um estupendo balé mecânico.

Por meio de um tema tropical e também relacionado ao ar, à atmosfera, o trabalho buscou criar uma identidade para o local. Sustentadas por finos cabos de aço, as mais de mil gotas estilizadas parecem levitar em suaves movimentos de voo, convidando os passageiros a um momento de contemplação e reflexão em meio à agitada atmosfera do embarque.

Dividida em dois módulos suspensos sobre o vão das escadas rolantes, a instalação tem mais de 75 metros quadrados de área e varia até 7,3 metros de altura. Essa “chuva cinética” segue uma coreografia de 15 minutos, projetada e coordenada por computador. Aliás, a tecnologia a serviço da arte é uma especialidade do Art+Com, um grupo pioneiro nesse tipo de trabalho.

Ao todo são 1216 gotas, feitas com alumínio revestido de cobre. Cada uma delas se move apenas para cima ou para baixo, por meio de cabo e motor próprio. É impressionante a riqueza das formas, volumes e deslocamentos imprevisíveis que os designers criaram, tornando em um só corpo esse milhar de pontos individuais.

Com vários metros de distância entre eles, mas visíveis ao mesmo tempo, os módulos respondem um ao outro: ora se movem por igual, ora se espelham, outras vezes se complementam. Sob a instalação, focos de luz apontados para cima iluminam a obra e criam um jogo de sombras na cobertura do terminal.

Nada modesto, o projeto levou vinte meses para ser realizado e tornou-se, desde sua inauguração em abril, a maior instalação de arte cinética do mundo. A poesia desse meticuloso sobe-e-desce só foi possível pelo trabalho conjunto de uma equipe multidisciplinar de artistas, programadores e engenheiros.

Os significados embutidos na obra são diversos. Além de simbolizar a chuva do clima tropical e mimetizar movimentos de voo, a obra também remete à memória de uma antiga cortina de água que havia no terminal até 2008. Segundo o Sr. Yeo Kia Thye, vice-presidente do grupo que opera o aeroporto, a obra também “simboliza as milhares de pessoas que formam a comunidade do aeroporto, que trabalham juntas todos os dias”.

Se por um lado o trabalho é poético e sublime, pela leveza dos movimentos, por outro é preciso e meticuloso, extremamente calculado, controlado por computador. Essa dualidade faz parte do trabalho que o Art+Com desenvolve há mais de 25 anos, misturando inovação tecnológica, comunicação e design. Para saber mais sobre como esse trabalho foi feito, vale a pena assistir ao making-of abaixo.


© fotos cedidas pelo ART+COM.


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